Os Grupos

Os grupos são organizados de acordo com as idades, particularidades e necessidades de cada criança e se baseia primordialmente na troca afetiva, no respeito a cada criança e na vivência comunitária.

Sob responsabilidade de um educador/professor, um auxiliar e/ou estagiário e um auxiliar volante (quando necessário), acompanhamos as crianças em seu desenvolvimento cognitivo, físico, emocional e social. A coordenadora, por meio de reuniões quinzenais com o educador e o auxiliar, também acompanha de perto, tanto o trabalho em andamento, quanto o processo de cada criança.

O projeto inter-idades

Um diferencial da Recreio é a interação entre crianças de idades diferentes.
Nesses encontros, que fazem parte do cotidiano escolar, promovemos brincadeiras e pesquisas conjuntas, nas quais as crianças lidam com diferenças e semelhanças, se espelham no outro, aprendem e trocam entre si. Assim, essa convivência com outras crianças e educadores de outros agrupamentos amplia vínculos, relações e referências.
Nos grupos das crianças maiores, os momentos de interação se intensificam, porque trazem grandes ganhos a elas.
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Acolhimento e construção da rotina

O berçário recebe os bebês entre quatro meses e um ano de idade. Desde o início, tecemos uma parceria diária com seus responsáveis, garantindo o desenvolvimento subjetivo da criança em um ambiente coletivo. A adaptação de cada bebê à escola se faz aos poucos, por meio de um dos seus familiares, que nos apresenta seus costumes, desejos e formas de cuidados durante a rotina.
O projeto do berçário tem como premissas o acolhimento, o cuidado com o apego e desapego e a construção da rotina — sono, troca e alimentação — em um ambiente brincante, acolhedor e desafiador, voltado às necessidades afetivas e sensório-motoras desta faixa etária.
Compomos a rotina de cada bebê a partir dos seus próprios horários e necessidades em nosso planejamento, intercalando os momentos de sono, troca, alimentação e brincadeira. Entendemos que esta rotina fundamental é importante na relação direta do educador com o bebê, em um constante diálogo de presença e escuta.
É fundamental que as crianças se sintam seguras e com liberdade para agir no espaço, interagir de maneira saudável, participar das atividades propostas e com isso aprender, desenvolver-se e ganhar autonomia
Além das cantorias dos educadores, temos aulas de música semanais com professor especialista, composta por acalantos, brincos, músicas da infância e brincadeiras corporais.
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Atenção permanente às necessidades afetivas, cognitivas, físicas e motoras
Recebemos no G1 crianças que estão indo pela primeira vez à escola e outras que frequentaram o berçário. De qualquer forma, todas passam a frequentar com regularidade um ambiente diferente da sua própria casa e a ter convívio com pessoas que não os seus parentes mais próximos.
São de fato muito pequenas e demandam cuidados especiais, assim os educadores estão permanentemente atentos às suas necessidades físicas e motoras, afetivas e cognitivas e recebem e acolhem as crianças, demonstrando a elas que podem contar com seu apoio, com sua orientação e ajuda em todos os níveis.
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É fundamental que as crianças se sintam seguras e com liberdade para agir no espaço, interagir de maneira saudável, participar das atividades propostas e com isso aprender, desenvolver-se e ganhar autonomia
As crianças do G2 são pequenas e necessitam de apoio e ajuda do adulto, que por vezes faz por elas o que ainda não podem fazer sozinhas, constituindo-se como o elo entre elas e o ambiente de seres e objetos. No entanto, é de muito valor para o seu desenvolvimento que, nesta relação educativa e de cuidado, as incentivemos a adquirir, dentro de suas possibilidades, maior autonomia e independência. Esta postura mais autônoma se apoia nas importantes conquistas motoras e de expressão, e tem uma etapa importante no desfralde. Deixar de usar fraldas e passar a usar o banheiro é um marco importante no crescimento das crianças, que passam a satisfazer suas necessidades da mesma maneira que os adultos e assumir maior controle sobre seu corpo.

Mais sociáveis

No G2, o potencial de socialização da criança modifica-se sensivelmente, pois ela passa a perceber melhor quem é o outro, passa a expressar-se com mais recursos e começa a adquirir ferramentas para outras formas de interação e criação coletiva. Surge a brincadeira com o grupo e ocorre uma ampliação significativa no universo interno da criança, influenciando todas as suas áreas de desenvolvimento. Duplas ou trios se formam, unidos por interesse comum por brincadeiras ou atividades.

A importância do brincar

Na Recreio, investimos muito no espaço e tempo para a brincadeira, tanto de observação,  investigação e ação sobre o ambiente físico quanto do jogo simbólico. Valorizamos o pensamento brincante da criança e especialmente o faz de conta, brincadeira imaginária que está vinculada ao desenvolvimento da capacidade de simbolização, à criatividade, a entrar em enredos e papéis da cultura, à expressão emocional, à exploração do meio físico e das relações sociais, e da integração em um grupo social.

Disputa como indício de crescimento

Com a intensificação da vivência em grupo e em parcerias, surgem situações de disputa e até de “agressão”, parte do aprendizado das relações sociais. Estes comportamentos são indícios de crescimento, pois demonstram que as crianças estão aprendendo a reconhecer suas motivações internas e a expressá-las, posicionando-se, brigando pelo que querem, agindo com autonomia frente aos desafios vividos.
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Identidade e socialização

No G3, procuramos contemplar dois objetivos complementares: o primeiro é favorecer que a criança construa uma identidade própria; o segundo é promover a formação e a união do grupo. Nesta faixa etária, as crianças se descobrem fazendo parte de um grupo: as parcerias entre as crianças se fortalecem e também os conflitos se intensificam.
As brincadeiras de faz de conta são muito importantes nesta fase e no processo de socialização: seus temas se multiplicam e diversificam-se os papéis e enredos vividos pelas crianças, que começam a negociar entre si diversos aspectos da brincadeira. Reservamos muitas ocasiões e espaço para o livre brincar, organizamos materiais e ambientalizamos espaços, além da sala de faz de conta, para que o jogo simbólico se enriqueça.

Comunicação verbal

No G3, as crianças já são capazes de se expressar verbalmente com relativa eficiência. Trabalhamos para que evoluam na aquisição de maior vocabulário e complexidade na estruturação da fala e do diálogo, estimulando-as a se colocarem com maior clareza e encadeamento lógico.
Cada vez mais, os livros fazem parte do dia a dia das crianças, povoam seu imaginário. O grupo passa a frequentar a biblioteca da escola, além do acervo da própria sala. As histórias podem ser mais complexas, e as crianças passam a lidar com temas que se distanciam das vivências familiares.

Postura investigativa

A escola e o seu ambiente físico e humano, as notícias e objetos trazidos de casa, além de informações retiradas de livros e textos, bem como a ação e o pensamento brincante das crianças, são potentes para eleger temáticas de pesquisa e a formulação de hipóteses, contribuindo para que desenvolvam uma postura observadora e investigativa.
Planejamos situações ou atividades de observação e cuidado com animais e plantas, de reutilização de sucatas e de não desperdício da água, entre outras, para semear atitudes de respeito para com a natureza.

Pequenos artistas

Valorizando as linguagens plástica e visual, procuramos favorecer que as crianças façam experimentações e se expressem com liberdade nas diversas propostas de artes visuais: Desenho, Pintura, Colagem, Modelagem.
A essa altura, as crianças já adquiriram autonomia na movimentação, e cumpre ajudá-las a consolidar esse ganho e ampliar suas possibilidades de exploração do espaço e do próprio corpo, bem como sua participação nas escolhas, rotina e fazeres do grupo.
Os Jogos Corporais com regras e as Brincadeiras Tradicionais tornam-se muito atraentes para elas e são palco de uma série de aprendizados — da ordem da organização grupal, do exercício de habilidades corporais, do contato com a tradição cultural brasileira e com as músicas que, tipicamente, acompanham grande parte desses jogos e brincadeiras.

A formalização dos conteúdos

A criança do Grupo dos maiores começa esta etapa escolar com conquistas importantes: reconhece os seus desejos, potenciais e dificuldades; comunica-se bem e tem destreza para enfrentar desafios. Atenta, esperta e atuante, precisa de um ambiente que acolha suas inquietações e ao mesmo tempo a desafie a aprofundar suas pesquisas. O trabalho neste grupo marca o início da formalização de alguns conteúdos, mas continuamos garantindo um espaço na rotina para que as brincadeiras de faz de conta aconteçam, pois elas contribuem para a formação integral das crianças.

Leitura

O trabalho com leitura é desenvolvido por meio de atividades que ocorrem tanto em momentos coletivos como individualmente. Nas rodas, por exemplo, é o educador quem lê para as crianças, mas há situações em que elas são convidadas a ler por si mesmas ou em subgrupos, trocando ideias para descobrir o que está escrito. Durante o processo de alfabetização, as crianças constroem muitas hipóteses, passando por diferentes níveis até chegar a escrever convencionalmente. Estas hipóteses não são idênticas em uma mesma faixa etária, pois dependem da importância que a escrita tem no ambiente em que vivem, de sua frequência e qualidade.

Escrita

Incentivamos a escrita pessoal em diferentes momentos: escrever o próprio nome na folha de atividades, acompanhar ou se arriscar no registro de cartas, bilhetes, receitas, histórias, e fazer lições de classe e de casa. Uma das estratégias para a diversificação do conhecimento da linguagem escrita é utilizar jogos como Bingo, Loto, Forca e Memória.

Matemática

Na área de Matemática, trabalhamos conteúdos como: numerais; sequência numérica; contagem, comparação e registro de quantidades; noções temporais e de sequência, além do uso de instrumentos de medida, convencionais e não convencionais. Propomos atividades nas quais os conteúdos estão relacionados a situações do cotidiano, para que sejam apropriados pelas crianças e transferidos para fins diversos. Muitas das atividades surgem de situações rotineiras, como utilizar o calendário para marcar eventos importantes, comparar suas alturas, descobrir a distância mais curta** para chegar a determinado local, contar e registrar os pontos ganhos numa partida em jogos de tabuleiro, montar álbuns e coleções.

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Quer mais Informações?
veja a cartilha da Recreio

Essa cartilha contém informações mais detalhadas, como o Projeto Político Pedagógico e informações sobre o trabalho nos diferentes grupos. E no Manual da Recreio (incluso nesta), agrupamos informações e regras práticas sobre o funcionamento da escola; desde orientações em caso de febre, a como nosso espaço pode ser usado para sua festa de aniversário.

Recreio Berçário
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